Dom Reginaldo participa da 62ª Assembleia Geral da CNBB na próxima semana
Por Jornalismo
Publicado em 09/04/2026 16:21 • Atualizado 09/04/2026 16:22
Notícias da Diocese
Crédito: Thiago Leon

Por Bruno Gabaldi

Assessor de Comunicação da Diocese de Jales

*Com informações de Luiz Lopes Jr/CNBB

 

 

Entre os dias 15 e 24 de abril, os bispos do Brasil estarão reunidos no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida (SP), para a 62ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), um momento de convivência, oração e definições importantes para a missão da Igreja Católica no país para os próximos anos.

O Estatuto da CNBB estabelece que a Assembleia tem a finalidade de realizar os “objetivos da CNBB, para o bem do povo de Deus”. Nesse encontro, serão tratados assuntos pastorais relacionados à missão da Igreja e aos problemas das pessoas e da sociedade, sempre na perspectiva da evangelização.

O tema central desta assembleia é a aprovação das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil. Após um processo de atualização adiado para receber as contribuições do Sínodo sobre a Sinodalidade, o texto com os acréscimos e contribuições recebidos também das dioceses, pastorais e organismos chega ao conjunto do episcopado para ser votado e aprovado.

As diretrizes formam o documento que direciona e orienta a missão da Igreja de evangelizar. Elas auxiliam as dioceses de todo o país na sua atuação pastoral a partir do discernimento da realidade e oferece propostas para iluminar a vida eclesial e a sociedade a partir dos valores do Evangelho.

Além do tema central, os bispos também vão tratar de três temas prioritários, 20 temais diversos, 4 mensagens e 10 comunicações. O encontro dos bispos também conta com um retiro espiritual, que acontece nos primeiros dias de assembleia.

 

TEMAS

Entre os temas prioritários está o relatório da Presidência da CNBB, e entre os temas diversos as análises de conjuntura social e eclesial; o processo de implantação do Sínodo sobre a Sinodalidade no Brasil; aprovações de textos litúrgicos; as Campanhas da CNBB; a Tutela de Menores e adultos vulneráveis; o Congresso Americano Missionário (CAM 7), marcado para 2029; o Bicentenário das Relações Diplomáticas entre o Brasil e a Santa Sé; a atualização do Documento “Evangelização da Juventude” (Doc. 85 CNBB); e o 19º Congresso Eucarístico Nacional, marcado para 2027.

 

PARTICIPANTES

São convocados para a Assembleia Geral da CNBB os membros da Conferência: cardeais, arcebispos, bispos diocesanos, bispos auxiliares e coadjutores. Os bispos eméritos, administradores diocesanos e representantes de organismos e pastorais da Igreja são convidados.

Atualmente, a Igreja Católica no Brasil possui 281 dioceses. O número de bispos no país é de 497, dos quais 324 estão no exercício do governo pastoral de alguma diocese/arquidiocese e outros 173 são bispos eméritos. Desse total, 373 bispos estão inscritos na 62ª Assembleia Geral da CNBB.

 

NOVAS DIRETRIZES

As novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) é fruto de um processo iniciado em 2022 e marcado por ampla escuta, participação e discernimento em chave sinodal. Ao longo desse percurso, dois marcos se destacam como referências fundamentais: a carta dos bispos à Igreja no Brasil, que deu início ao processo, e a mensagem enviada pelo Papa Francisco ao episcopado brasileiro, que confirmou e encorajou o caminho adotado. 

Ainda em 2022, durante a 59ª Assembleia Geral, os bispos brasileiros divulgaram uma carta à Igreja no Brasil apresentando o itinerário de construção das novas Diretrizes. Mais do que um cronograma, o documento expressou uma escolha clara: trilhar um caminho sinodal, com ampla participação do Povo de Deus. O Papa Francisco confirmou esse processo de elaboração, manifestando alegria e destacando seu caráter sinodal.

Em março deste ano de 2026, o Conselho Permanente da CNBB recebeu a versão final das Diretrizes, considerada uma das mais abrangentes. O documento está estruturado em seis capítulos, abordando desde a imagem da comunidade como “tenda” até compromissos sinodais concretos.

O objetivo geral do texto, ainda a ser aprovado, é “evangelizar, anunciando Jesus Cristo, como Igreja sinodal sustentada pela Palavra e pelos sacramentos”, com forte ênfase na missão, na comunhão e na participação.

 

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