Especial Dia das Mulheres: conheça a história da capitã Miyuki Higashi
Por Jornalismo
Publicado em 05/03/2026 17:27 • Atualizado 05/03/2026 17:28
Geral
  • Rafael Honorato

 

Nascida e criada em Fernandópolis, Miyuki Higashi tem 43 anos e 23 deles dedicados à Polícia Militar do Estado de São Paulo. Ela entrou na corporação como soldado e, depois, passou no concurso para oficial.

Durante 15 anos, trabalhou na capital paulista em diferentes setores da PM, entre eles o Centro de Comunicação Social. Desde o dia 7 de janeiro de 2026, assumiu como capitã responsável pela 1ª Companhia do 16º Batalhão da Polícia Militar, em Fernandópolis.

Em entrevista ao Jornal do Povo, Miyuki contou que é filha de policial militar e que o pai foi um dos fundadores do batalhão de Fernandópolis. Segundo ela, o sonho de ser policial vem desde a infância, mas por ser mulher, muitas vezes parecia algo difícil de alcançar.

“Eu sou mulher, sou pequena, e isso parecia algo muito distante”, relembrou.

Com o tempo, o sonho virou realidade. Ela conseguiu entrar para a Polícia Militar e construir a carreira dentro da corporação.

A capitã destaca que a PM de São Paulo sempre foi uma referência na participação das mulheres, mas afirma que muita coisa mudou nos últimos anos. Antigamente, por exemplo, os concursos eram separados para homens e mulheres. Na época em que prestou o processo seletivo, ela precisou ir até a capital para fazer curso preparatório.

“Hoje já não existe mais essa separação. Temos mulheres em funções que antes eram ocupadas apenas por homens, como no comando de cavalaria, pilotando helicópteros e também como negociadoras no GATE”, explicou.

 

Mensagem para o Dia da Mulher

Ao falar sobre o Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março, Miyuki destacou a importância de reconhecer a força das mulheres.

“Uma mulher tem uma força muito grande. A gente precisa lembrar disso todos os dias. Temos capacidade de transformar qualquer ambiente ou situação”, disse.

Ela também falou sobre a importância de combater a violência contra a mulher e incentivar as denúncias.

“A gente precisa se unir contra a violência e falar mais sobre esse assunto. A mulher precisa entender que não está sozinha. Procure ajuda, denuncie, ligue 190”, orientou.

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